O mundo encantado das mamães e seus bebês!

Convivência

by Gisele

Oi Pessoal, este post é uma mistura de depoimento, compartilhamento, pesquisa, de minhas leituras sem fim… É um pouco de mim , da minha infância,  da relação com minhas irmãs,  com minha mãe, da relação de minhas irmãs com seus filhos, mas poderia ser de todos os leitores e leitoras do maternoeinfantil…. Enfim, espero que gostem….

Num momento de reflexão eu parei e olhei lá pra trás… Como era minha infância? Minha memória é meio recortada, em flaches, em passagens descontinuadas… Mas em todas as ocasiões de que me recordo bem, está a alegria da convivência com meus pais, meus irmãos, meus avós. Minha família é muito grande e meu avô gostava de fazer festas que reunia todo mundo em casa. Me lembro do almoço de domingo na casa da vovó, dos biscoitinhos feitos de nata da Tia Lúcia, das brincadeiras na rua até tarde… Nesta época podíamos ficar brincando de pular corda ou pique - esconde na rua. Me lembro das broncas da mamãe, porque o papai viajava à trabalho e toda educação ficou à cargo dela.

Volto de lá, de onde estão guardadas as memórias, e vejo as relações de hoje, em que os filhos desde muito pequenos escutam os pais dizerem que não tem tempo pra nada, inclusive pra ele.  As babás com suas roupinhas brancas a cercarem os pequenos, as aulas de balé, de judô, de inglês, de natação. A escolinha de futebol. É compreessível que os pais queiram dar o melhor na educação de seus filhos, por isso passam a preencher todo o tempo deles com o que consideram eficaz na educação destes. Mas cadê o tempo de convívio, os gestos de delicadeza e generosidade, o compartilhamento de afeto e segurança, de ensinamentos, de mostrar o quanto é importante o convívio em família. O que será no futuro das lembranças dos filhos de hoje?

Minha mãe contava da infância dela, das coisas que fazia, tinha muita estripulia da Tia Marlene… E a gente foi aprendendo com as suas experiências e com suas expectativas. Tínhamos limites, às vezes até demais, mas eu sei que também havia muita vontade de acertar. E eu sei que o amor era o ingrediente principal.

Acho que a principal dica deste post é que a infância é uma excelente oportunidade de compartilhar. De Aplicar limites, sim, de explicar o que é certo e o que é errado, de corrigir. Eu li um texto, aliás foi o que me fez refletir e querer escrever este post, em que o autor (Eduardo Shinyashiki) dizia: “A plenitude só virá na hora em que vivermos a abundância de sentimentos… A vida se encarregará de retirar o amor em excesso, porém, o que faltar nem sempre a vida se encarregará de repor.”

 

 

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One Response to “Convivência”

  1. Gianna Vieira says:

    Este post me fez pensar nos momentos que tive de convivência com meu filho…apesar de poucos eles foram fundamentais para estreitar laços com ele…O fato de ter trabalhado em outra cidade e o deixado com apenas 4 anos com meus pais… a convivencia nos primeiros 4 anos e as visitas nos finais de semanas serviu para que eu não perdesse meu lugar de mãe, ele nunca chamou a avó de mãe… e isso se deu por conta do poucos, mas ricos, momentos de conviência que tenho com ele.

    Realmente conviência, muito mais que imaginamos faz muito Pelas crianças.

    Parabéns pelo post..

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