O mundo encantado das mamães e seus bebês!

O Consumismo na Infância

by Gisele

Quem nunca escutou de um filho ou um sobrinho aquele “compra pra mim” cheio de graça heim?!

É minha gente, mas o assunto é sério, e já existem instituições que estabelecem programas de educação financeira para jovens.

E esse tipo de programa é tão urgente que o governo federal formulou em 2011 o decreto 7.397  que institui a Estratégia Nacional de Educação financeira (ENEF). A estratégia do governo visa a educação e cerca de 900 escolas públicas passaram a ingressar um projeto piloto que ensina a administrar o dinheiro de maneira inteligente.

O problema é que do outro lado da questão estão os fabricantes de produtos infantis. Dados apresentados por Lais Fontenelle Pereira, do Instituto Alana, expuseram o quanto o setor investe em acelerar e incentivar o consumo entre crianças cada vez mais jovens.

“A TV infantil tem um anúncio a cada 2 minutos e a criança brasileira passa, em média, 5 horas na frente do aparelho. Já na sala de aula, efetivamente, elas passam 3 horas e 15 minutos”. Hoje em dia, é comum ouvir de crianças de menos de 5 anos frases como: “compra mãe!”, “Se não tiver dinheiro, pega no banco!”, “paga com cartão!”.

Eu mesma ouvi do meu sobrinho certa vez que eu tinha um negócio que colocava na máquina do banco, aí fazia TEC, TEC, TEC e saía o dinheiro. Eu ri muito…

Mas apesar de soar engraçadinho, é um alerta para que os pais observem como é a relação dos filhos com o dinheiro, dizem os especialistas.

Educar financeiramente essas crinaças é um desafio para pais e mestres, pois os adversários são fortes. “Bastam 30 segundos para uma marca de alimentos influenciar uma criança. E mais: 70% das crianças de 3 anos reconhecem o símbolo do McDonald’s, mas apenas metade sabe seu sobrenome”, diz Fontenelle.

E ainda, 65% das meninas exploradas sexualmente usam dinheiro para bens de consumo, sendo o celular o ítem mais cobiçado. Sobre o aparelho, cerca de 60% das crianças ou jovens possuem telefone próprio, 25% das de 9 anos já possuem aparelho e 81% de todas elas utilizam o celular três ou mais vezes por semana.

Alguns dados são de assustar! Em 2008 , o segmento de moda infantil no Brasil fatrou 4,5 bilhões de dólares, fatia equivalente a 15% do total do mercado têxtil no país. Paralelamente, o mercado de cosméticos para crianças cresce três vezes mais no Brasil que nos estados unidos.

As conclusões da pesquisa do Instituto Alana são que a publicidade dirigida à criança causa consumismo, obesidade e distúrbios alimentares, além de erotização, estresse familiar, diminuição de brincadeiras criativas, violência pela busca de produtos caros e consumo precoce de álcool e tabaco.

É um assunto a se pensar não acham?!!!

( As informações e alguns trechos do post foram retirados da revista Carta Capital, ano XVII, de 25 de janeiro de 2012)


Irmãos Salvadores

by Gisele

Muitos dos Leitores devem ter visto matéria sobre a Menina Maria Clara. Que foi gerada por Fertilização in vitro com teste de compatibilidade e que poderá ser doadora de células tronco para a irmã que sobre de uma doença no sangue.

Essa história é recente, mas o tema já vem sendo abordado no Brasil há algum tempo. Inclusive com matéria bem interessante na revista veja de 12 de Outubro de 2011.

Um teste permite a seleção de embriões com genética compatível para a cura de irmãos portadores de doenças fatais.

Na última década, cerca de 5000 casais, ao redor do mundo, tentaram gerar um filho para salvar a vida de um outro filho portador de uma doença genética de origem hereditária.

Os resultados de uma fertilização in vitro com teste de compatibilidade são bem melhores se comparados com a FIV sem o teste e com a tentativa de forma natural. Pois nestas duas últimas mesmo que os filhos gerados sejam normais, não há garantia de que ele seja compatível.

Alguns países como Estados Unidos, Espanha, Turquia e Holanda permitem o teste de compatibilidade sem restrições, já França e Grécia só permitem o teste se houver comprovação de que a doença dos filhos anteriores é hereditária. Na Inglaterra o teste só é permitido se realizado em clínicas vinculadas ao governo.

Aqui no Brasil e na Argentina, não há leis específicas sobre o assunto.

O teste de compatibilidade custa em torno de R$5000,00.

Questões éticas e filosóficas são o maior entrave para que a técnica seja mais utilizada entre as famílias que passam por essa situação.


Amor

by Gisele

O blog maternoeinfantil hoje vai falar de amor. Não resisti em publicar esse texto, os créditos vão para o autor Arthur da Távola, espero não estar cometendo nenhuma injustiça.

O amor…

Por mais que o poder e o dinheiro tenham conquistado uma ótima posição no ranking das virtudes, o amor ainda lidera com folga.

Tudo o que todos querem é amar.

Encontrar alguém que faça bater forte o coração e justifique loucuras. Que nos faça entrar em transe, cair de quatro, babar na gravata. Que nos faça revirar os olhos, rir à toa, cantarolar dentro de um ônibus lotado.

Tem algum médico aí??

Depois que acaba esta paixão retumbante, sobra o que? O amor.
Mas não o amor mistificado, que muitos julgam ter o poder de fazer levitar. O que sobra é o amor que todos conhecemos, o sentimento que temos por mãe, pai, irmão, filho.

É tudo o mesmo amor, só que entre amantes existe sexo.

Não existem vários tipos de amor, assim como não existem três tipos de saudades, quatro de ódio, seis espécies de inveja. O amor é único, como qualquer sentimento, seja ele destinado a familiares, ao cônjuge ou a Deus.

A diferença é que, como entre marido e mulher não há laços de sangue, a sedução tem que ser ininterrupta. Por não haver nenhuma garantia de durabilidade, qualquer alteração no tom de voz nos fragiliza, e de cobrança em cobrança acabamos por sepultar uma relação que poderia ser eterna.

Casaram.
Te amo prá lá, te amo prá cá. Lindo, mas insustentável. O sucesso de um casamento exige mais do que declarações românticas.
Entre duas pessoas que resolvem dividir o mesmo teto, tem que haver muito mais do que amor, e às vezes nem necessita de um amor tão intenso. É preciso que haja, antes de mais nada, respeito. Agressões zero. Disposição para ouvir argumentos alheios. Alguma paciência.

Amor, só, não basta.

Não pode haver competição . Nem comparações. Tem que ter jogo de cintura para acatar regras que não foram previamente combinadas. Tem que haver bom humor para enfrentar imprevistos, acessos de carência, infantilidades. Tem que saber levar.

Amar, só, é pouco.

Tem que haver inteligência. Um cérebro programado para enfrentar tensões pré-menstruais, rejeições, demissões inesperadas, contas pra pagar. Tem que ter disciplina para educar filhos, dar exemplo, não gritar. Tem que ter um bom psiquiatra.

Não adianta, apenas, amar.
Entre casais que se unem visando à longevidade do matrimônio tem que haver um pouco de silêncio, amigos de infância, vida própria, um tempo pra cada um. Tem que haver confiança. Uma certa camaradagem, às vezes fingir que não viu, fazer de conta que não escutou. É preciso entender que união não significa, necessariamente, fusão.

E que amar, ‘solamente’, não basta.

Entre homens e mulheres que ac ham que o amor é só poesia, tem que haver discernimento, pé no chão, racionalidade. Tem que saber que o amor pode ser bom, pode durar para sempre, mas que sozinho não dá conta do recado.

O amor é grande mas não é dois.

É preciso convocar uma turma de sentimentos para amparar esse amor que carrega o ônus da onipotência. O amor até pode nos bastar, mas ele próprio não se basta.

Um bom Amor aos que já têm!

Um bom encontro aos que procuram!

E felicidades a todos nós!