O mundo encantado das mamães e seus bebês!

Doar o Leite Materno é Possível.

by Gisele

O Blog Materno e Infantil apoia esse ato de amor!!!


Dia Internacional da Mulher

by Gisele

Olá Maternas Bom dia! Parabéns pelo Dia Internacional da Mulher!!!

Vou postar aqui, em comemoração a este dia, um texto muito legal, extraído do Jornal O Globo. É um texto da colunista Martha Medeiros. Parabéns a ela também, pelo dia e pela crônica que transcrevo…

“Sociedade de Mulheres Viris”

“Existem pessoas frágeis, mas sexo frágil, esqueça. As Mulheres nunca esstiveram tão fortes, decididas, abusadas até. O que é saudável: Quem não busca corajosamente sua independência acaba sobrando e vivendo de queixas. Uma sociedade de homens e mulheres que prezam sua liberdade e atingem seus objetivos é um lugar mais saudável para se viver. Realização provoca alegria.

O que não impede que prestemos atenção no que essa metamoforse pode ser prejudicial. As mulheres se masculinizaram, é fato. Não por fora, mas por dentro. As qualidades que lhes são atribuídas hoje, e as decorrentes conquistas dessa nova maneira de estar no mundo, eram atributos considerados apenas nos homens. Agora ninguém mais tem monopólio de atributo algum: Nem eles de seu perfil batalhador, nem nós da nossa afetividade. Geração Bivolt. Homens e Mulheres funcionando em dupla voltagem, com todos os atributos em comum. Mas seguimos, sim, precisando uns dos outros – Como nunca.

Não são poucas as mulheres potentes que parecem conseguir tocar o barco sozinhas, sem alguém que as ajude com os remos. Mas é só impressão. Talvez não precisemos de quem reme conosco, mas há em todas nós uma necessidade ancestral de confirmar a fêmea que invariavelmente somos. E isso se dá através da maternidade, do amor e do sexo. Se não for possível ter tudo (ou não quiser), ao menos alguma dessas práticas é preciso exercer na vida íntima, caso contrário, viraremos uns tratores. Muito competentes, mas com a identidade incompleta.

Nossa virilização é interessante em muitos pontos, mas se tornará brutal se chegarmos ao exagero de declarar guerra aos nossos instintos. O.K., ser mãe não é obrigatório, ter um grande amor é sorte, e muitas fazem sexo apenas para disfarçar o desespero da solidão, mas seja qual for o contexto em que nos encontramos, é importante seguir buscando algo que nos conecte com o que nos restou de terno, aquela doçura que cada mulher sabe que ainda traz em si e que deve preservar, porque não se trata de uma fragilidade paralisante, e sim de uma característica intrínseca ao gênero, a parte de nós que se reconhece vulnerável e que não precisa se envergonhar disso. Se é igualdade que a gente quer, extra, extra: Homens também são vulneráveis.

“Cuida bem de mim”, dizia o refrão de uma antiga música de Dalto, e que Nando Reis regravou recentemente. Cafona? Ora, se a gente não se desfizer da nossa prepotência e não se permitir um tantinho de insegurança e delicadeza, a construção dessa “nova mulher” terá se desviado para uma caricatura. A intenção não era a gente se transformar no esteriótipo de um homem, era?

Cuide-se bem, e permita que os outros lhe cuidem também. Viva o dia internacional dessa porção mulher que anda resguardada demais, mas que não deveria ficar assim tão econdida: Não nos desmerece em nada.”


Amor

by Gisele

O blog maternoeinfantil hoje vai falar de amor. Não resisti em publicar esse texto, os créditos vão para o autor Arthur da Távola, espero não estar cometendo nenhuma injustiça.

O amor…

Por mais que o poder e o dinheiro tenham conquistado uma ótima posição no ranking das virtudes, o amor ainda lidera com folga.

Tudo o que todos querem é amar.

Encontrar alguém que faça bater forte o coração e justifique loucuras. Que nos faça entrar em transe, cair de quatro, babar na gravata. Que nos faça revirar os olhos, rir à toa, cantarolar dentro de um ônibus lotado.

Tem algum médico aí??

Depois que acaba esta paixão retumbante, sobra o que? O amor.
Mas não o amor mistificado, que muitos julgam ter o poder de fazer levitar. O que sobra é o amor que todos conhecemos, o sentimento que temos por mãe, pai, irmão, filho.

É tudo o mesmo amor, só que entre amantes existe sexo.

Não existem vários tipos de amor, assim como não existem três tipos de saudades, quatro de ódio, seis espécies de inveja. O amor é único, como qualquer sentimento, seja ele destinado a familiares, ao cônjuge ou a Deus.

A diferença é que, como entre marido e mulher não há laços de sangue, a sedução tem que ser ininterrupta. Por não haver nenhuma garantia de durabilidade, qualquer alteração no tom de voz nos fragiliza, e de cobrança em cobrança acabamos por sepultar uma relação que poderia ser eterna.

Casaram.
Te amo prá lá, te amo prá cá. Lindo, mas insustentável. O sucesso de um casamento exige mais do que declarações românticas.
Entre duas pessoas que resolvem dividir o mesmo teto, tem que haver muito mais do que amor, e às vezes nem necessita de um amor tão intenso. É preciso que haja, antes de mais nada, respeito. Agressões zero. Disposição para ouvir argumentos alheios. Alguma paciência.

Amor, só, não basta.

Não pode haver competição . Nem comparações. Tem que ter jogo de cintura para acatar regras que não foram previamente combinadas. Tem que haver bom humor para enfrentar imprevistos, acessos de carência, infantilidades. Tem que saber levar.

Amar, só, é pouco.

Tem que haver inteligência. Um cérebro programado para enfrentar tensões pré-menstruais, rejeições, demissões inesperadas, contas pra pagar. Tem que ter disciplina para educar filhos, dar exemplo, não gritar. Tem que ter um bom psiquiatra.

Não adianta, apenas, amar.
Entre casais que se unem visando à longevidade do matrimônio tem que haver um pouco de silêncio, amigos de infância, vida própria, um tempo pra cada um. Tem que haver confiança. Uma certa camaradagem, às vezes fingir que não viu, fazer de conta que não escutou. É preciso entender que união não significa, necessariamente, fusão.

E que amar, ‘solamente’, não basta.

Entre homens e mulheres que ac ham que o amor é só poesia, tem que haver discernimento, pé no chão, racionalidade. Tem que saber que o amor pode ser bom, pode durar para sempre, mas que sozinho não dá conta do recado.

O amor é grande mas não é dois.

É preciso convocar uma turma de sentimentos para amparar esse amor que carrega o ônus da onipotência. O amor até pode nos bastar, mas ele próprio não se basta.

Um bom Amor aos que já têm!

Um bom encontro aos que procuram!

E felicidades a todos nós!

 

 


Convivência

by Gisele

Oi Pessoal, este post é uma mistura de depoimento, compartilhamento, pesquisa, de minhas leituras sem fim… É um pouco de mim , da minha infância,  da relação com minhas irmãs,  com minha mãe, da relação de minhas irmãs com seus filhos, mas poderia ser de todos os leitores e leitoras do maternoeinfantil…. Enfim, espero que gostem….

Num momento de reflexão eu parei e olhei lá pra trás… Como era minha infância? Minha memória é meio recortada, em flaches, em passagens descontinuadas… Mas em todas as ocasiões de que me recordo bem, está a alegria da convivência com meus pais, meus irmãos, meus avós. Minha família é muito grande e meu avô gostava de fazer festas que reunia todo mundo em casa. Me lembro do almoço de domingo na casa da vovó, dos biscoitinhos feitos de nata da Tia Lúcia, das brincadeiras na rua até tarde… Nesta época podíamos ficar brincando de pular corda ou pique - esconde na rua. Me lembro das broncas da mamãe, porque o papai viajava à trabalho e toda educação ficou à cargo dela.

Volto de lá, de onde estão guardadas as memórias, e vejo as relações de hoje, em que os filhos desde muito pequenos escutam os pais dizerem que não tem tempo pra nada, inclusive pra ele.  As babás com suas roupinhas brancas a cercarem os pequenos, as aulas de balé, de judô, de inglês, de natação. A escolinha de futebol. É compreessível que os pais queiram dar o melhor na educação de seus filhos, por isso passam a preencher todo o tempo deles com o que consideram eficaz na educação destes. Mas cadê o tempo de convívio, os gestos de delicadeza e generosidade, o compartilhamento de afeto e segurança, de ensinamentos, de mostrar o quanto é importante o convívio em família. O que será no futuro das lembranças dos filhos de hoje?

Minha mãe contava da infância dela, das coisas que fazia, tinha muita estripulia da Tia Marlene… E a gente foi aprendendo com as suas experiências e com suas expectativas. Tínhamos limites, às vezes até demais, mas eu sei que também havia muita vontade de acertar. E eu sei que o amor era o ingrediente principal.

Acho que a principal dica deste post é que a infância é uma excelente oportunidade de compartilhar. De Aplicar limites, sim, de explicar o que é certo e o que é errado, de corrigir. Eu li um texto, aliás foi o que me fez refletir e querer escrever este post, em que o autor (Eduardo Shinyashiki) dizia: “A plenitude só virá na hora em que vivermos a abundância de sentimentos… A vida se encarregará de retirar o amor em excesso, porém, o que faltar nem sempre a vida se encarregará de repor.”

 

 


“Criança não pensa”

by Gisele

Estou lendo pela segunda vez um livro que ganhei de presente e do qual gostei muito. É um livro da escritora Lya Luft – Perdas e Ganhos. Não saberia dizer aqui do que se trata este livro porque são muitos os aspectos nos quais ele me encanta e me identifica profundamente… 

Mas como o nosso universo aqui é o materno e infantil e o livro, entre outras coisas, fala desses vínculos que criamos ao longo da vida, separei um trecho para postar aqui no Blog. Espero que gostem!!!

” Muito escutei na infância:  Criança não pensa!

Criança pensa. mas faz também algo mais importante, que amadurecendo desaprendemos: Ela é. Contemplando uma mancha na parede, um inseto no capim ou a revelação de uma rosa, ela não está apenas olhando. Está sendo tudo isso em que se concentra. Ela é o besouro, a figura na parede, ela é a flor, o vento e o silêncio.

Da mesma forma ela é a frieza ou a angústia dos adultos, sua superficialidade e frieza ou seu amor verdadeiro.

E precisa que às vezes a deixem quieta, sem exigir que a toda hora se mexa, corra, fale, brinque, como se contemplação fosse doença.

A criança imersa em seu ambiente participa de um processo maior do que ela, no qual desabrocha com pouca consciência. Porém ela tem algo mais valioso do que a consciência: tem intuição de tudo, tem o saber inocente.”