O mundo encantado das mamães e seus bebês!

Irmãos Salvadores

by Gisele

Muitos dos Leitores devem ter visto matéria sobre a Menina Maria Clara. Que foi gerada por Fertilização in vitro com teste de compatibilidade e que poderá ser doadora de células tronco para a irmã que sobre de uma doença no sangue.

Essa história é recente, mas o tema já vem sendo abordado no Brasil há algum tempo. Inclusive com matéria bem interessante na revista veja de 12 de Outubro de 2011.

Um teste permite a seleção de embriões com genética compatível para a cura de irmãos portadores de doenças fatais.

Na última década, cerca de 5000 casais, ao redor do mundo, tentaram gerar um filho para salvar a vida de um outro filho portador de uma doença genética de origem hereditária.

Os resultados de uma fertilização in vitro com teste de compatibilidade são bem melhores se comparados com a FIV sem o teste e com a tentativa de forma natural. Pois nestas duas últimas mesmo que os filhos gerados sejam normais, não há garantia de que ele seja compatível.

Alguns países como Estados Unidos, Espanha, Turquia e Holanda permitem o teste de compatibilidade sem restrições, já França e Grécia só permitem o teste se houver comprovação de que a doença dos filhos anteriores é hereditária. Na Inglaterra o teste só é permitido se realizado em clínicas vinculadas ao governo.

Aqui no Brasil e na Argentina, não há leis específicas sobre o assunto.

O teste de compatibilidade custa em torno de R$5000,00.

Questões éticas e filosóficas são o maior entrave para que a técnica seja mais utilizada entre as famílias que passam por essa situação.


Como saber se seu filho está se alimentando bem?

by Gisele

É constante a aflição das mamães quanto à alimentação de seus filhos. Será que ele está se alimentando o suficiente? Será que estou fazendo corretamente? Ele não quer comer, será que está doente?

Pensando nisso, o blog maternoeinfantil vai dar dicas pras mamães atentas ao dia a dia da criança.

A primeira pergunta a ser respondida é: Seu filho está mantendo o crescimento adequado?

Acompanhar o crescimento da criança é o primeiro passo para saber se alimentação está correta. Se seu filho mantém a curva de crescimento ascendente, mesmo que abaixo do estimado como média para a idade, é sinal que está tudo bem. Se esta curva se estagnar ou tiver um decréscimo, sinal de alerta!!! Esta curva é acompanhada pelos pediatras nas consultas de rotina.

A segunda questão é: O peso da criança está adequado?

O peso também é um bom indicador, mas as mamães devem se atentar às perdas bruscas de peso, isso também é feito através do acompanhamento da curva de peso para idade e altura da criança.

Tanto para a estatura, quanto para o peso, são levados em conta alguns dados como o fator genético (pais de estatura baixa, obesidade na família, etc), períodos de estirão, que são os períodos em que a criança cresce mais que engorda, e se a criança esteve ou está doente.

Se a criança fica sempre doentinha também indica uma má alimentação. Pois crianças que se alimentam bem, tem menores chances de se adoentarem devido ao fortalecimento do sistema imunológico.

O Sono também poderá indicar uma boa ou má alimentação. Se a criança dorme bem, tem sonos regulares e acorda disposta é um bom sinal de alimentação adequada.

Outros fatores podem indicar alimentação equilibrada e eficaz, como o bom funcionamento do intestino, o nascimento de dentes saudáveis e fortes e o bom apetite.

Mas o que vale mesmo é a mamãe ficar atenta à todos os indicadores e não levar em conta apenas 1 ou outro. E não se esquecer das consultas periódicas ao pediatra.

 


Antes que eles cresçam…

by Gisele

Pais…filhos…netos

(Affonso Romano de Sant’Anna)

 

Há um período em que os pais vão ficando órfãos de seus próprios
filhos.

É que as crianças crescem independentes de nós, como árvores tagarelas e pássaros
estabanados.

Crescem sem pedir licença à vida.

Crescem com uma estridência alegre e, às vezes, com alardeada arrogância.

Mas não crescem todos os dias, de maneira igual, crescem de repente. Um dia sentam-se perto de você no terraço e dizem uma frase com tal maturidade que você sente que não
pode mais trocar as fraldas daquela criatura.

Onde é que andou crescendo aquela danadinha que você não percebeu?

Cadê a pazinha de brincar na areia, as festinhas de aniversários com palhaços e o primeiro uniforme do maternal?

A criança esta crescendo num ritual de obediência orgânica e desobediência civil. E você está agora ali, na porta da discoteca, esperando que ela não apenas cresça, mas apareça!  Ali estão muitos pais ao volante, esperando que eles saiam esfuziantes sobre patins e cabelos longos, soltos. Entre hambúrgueres e refrigerantes nas esquinas, lá estão nossos filhos com o uniforme de sua geração: incomodas mochilas da moda nos ombros.

Ali estamos nós com os cabelos esbranquiçados.

Esses são os filhos que conseguimos gerar e amar, apesar dos golpes dos ventos, das colheitas, das notícias e da ditadura das horas.

E eles crescem meio amestrados, observando e aprendendo com nossos acertos e erros. Principalmente com os erros que esperamos que não repitam.

Há um período em que os pais vão ficando um pouco órfãos dos próprios filhos. Não mais os pegaremos nas portas das discotecas e das festas. Passou o tempo do ballet, do inglês, da natação e do judô.  Saíram do banco de trás e passaram para os volantes de suas próprias vidas.

Deveríamos ter ido mais a cama deles ao anoitecer para ouvirmos suas almas respirando conversas e confidências entre os lençóis da infância, e os adolescentes cobertores daquele quarto cheio de adesivos, posters, agendas coloridas e discos ensurdecedores.

Não os levamos suficientemente ao Playcenter, ao shopping, não lhes demos suficientes “hambúrgueres” e “cocas”, não lhes compramos todos os sorvetes e roupas que gostaríamos de ter comprado. Eles cresceram sem que esgotássemos neles todo o nosso afeto.

No princípio subiam a serra ou iam à casa de praia entre embrulhos, bolachas, engarrafamentos, natais, páscoas, piscina e amiguinhos. Sim, havia as brigas dentro do carro, a disputa pela janela, os pedidos de chicletes e cantorias sem fim. Depois chegou o tempo em que viajar com os pais começou a ser um esforço, um sofrimento, pois era impossível deixar a turma e os primeiros namorados.

Os pais ficaram exilados dos filhos. Tinham a solidão que sempre desejaram, mas, de repente, morriam de saudades daquelas”pestes”.

Chega um momento que nos resta ficar de longe torcendo e rezando muito (nessa hora, se a gente tinha desaprendido, reaprende a rezar) para que eles acertem nas escolhas em
busca de felicidade. E que a conquistem do modo mais completo possível. O jeito é esperar: qualquer hora podem nos dar netos.

O neto é a hora do carinho ocioso e estocado, não exercido nos próprios filhos e que não podem morrer conosco. Por isso os avós são tão desmesurados e distribuem tão incontrolável carinho. Os netos são a última oportunidade de reeditar o nosso afeto.

Por isso é necessário fazer alguma coisa a mais, antes que eles cresçam.


A mãe diabética

by Gisele

Pessoal, dia 15 de novembro é dia mundial do diabetes e diversas campanhas são realizadas para concientização da população sobre os riscos da doença, campanhas de prevenção e também  sobre o bom controle da alimentação e manutenção dos níveis de glicose (açúcar) dentro dos limites estabelecidos pela Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD).

O Blog maternoeinfantil apoia todas as companhas. Por isso este post é dedicado às mães diabéticas.

Temos 2 tipos de mães diabéticas: As que possuem a doença e engravidam e as que desenvolvem o diabetes na gestação (diabetes gestacional). Ambas terão um bebê filho de mãe diabética , mas as condições que envolvem as duas gestações serão diversas.

A gestante  que apresenta o diabetes devido ao efeito diabetogênico da gravidez não apresenta os mesmos riscos que decorrem de um Diabetes Mal controlado, originado antes da gestação. Apesar disso o controle pré-natal se faz muito importante, assim como a boa alimentação, para que a gestante mantenha seus níveis matabólicos controlados e para que o bebê não sofra nenhum risco.

Para as pacientes diabéticas que serão futuras mamães é imprescindível o bom controle da doença pois alguns aspectos podem ser agravados durante a gestação, como por exemplo sobre os vasos sanguíneos. Se a paciente já apresenta alguma alteração diabética nesses vasos, o problema pode se tornar mais importante.

Independente do tipo de mãe diabética você, ou pode vir a ser futuramente. cuide sempre de sua alimentação, faça atividades físicas orientadas e regulares e não deixe de fazer seu pré-natal.

No próximo post vou falar de crianças diabéticas. Como fazer com as festinhas? Aguardem!!!


Criança que não come.

by Gisele

Às vezes os filhos comem apenas um pouco. Isto pode causar grande preocupação nas mães que insistem que seu filho coma, mesmo que não tenha fome. O que acontece é que o apetite de um bebê se relaciona com suas necessidades energéticas. Quando fazem muita atividade, as crianças comem mais. Se ao contrário, gastam menos energia, não têm fome.

Os especialistas afirmam que as variações de apetite são normais desde que a criança se mantenha ativa e cresça normalmente. Além disso, se a criança comer alguma coisa fora de hora como um biscoito ou um chocolate, é provável que na hora de almoçar não tenha apetite.

Nos primeiros seis meses de vida, o bebê tem desenvolvimento acelerado, inclusive das células do tecido adiposo,  e essa memória ficará em suas células, daí a afirmação de que um bebê obeso tem mais chances de se tornar um adulto obeso. Por conta deste crescimento acelerado há também uma demanda de alimento muito importante. Esta demanda começa a diminuir à partir dos seis meses.

Entre um ano, aos 15 meses e aos três anos, eles atravessam uma etapa de inapetência fisiológica, que é funcional, e de alguma forma deve ser respeitada.

O momento dos hábitos alimentares

Na etapa de inapetência fisiológica se consolidam os hábitos alimentares. E é  neste momento que as mães se apavoram  porque seus filhos “não comem”. O que acontece é que as mães estão habituadas a que seus filhos comiam toda a quantidade que lhes era oferecida naquela fase de desenvolvimento acelerado.

A partir de um ano e meio, começa um período de socialização, de incorporação de hábitos alimentares, mas também de seleção. Pode acontecer de uma criança gostar muito de um alimento e logo o abandonar.

A partir dos 5 ou 6 anos, o pré-escolar volta a formar uma maior quantidade  tecido gorduroso e a ter o crescimento mais acelerado. Como conseqüência, a demanda de energia é maior.

Os nutricionistas e pediatras destacam a importância de consolidar corretos hábitos alimentares. A consulta com o pediatra por inapetência costuma coincidir com o fato de que a mãe, com a ansiedade de que o que a criança se alimente, a persiga com a comida ou ofereça substitutos que não são importantes do ponto de vista nutritivo, como guloseimas, salgadinhos ou bebidas com aditivos e açúcar. Desta maneira sua conduta alimentar se altera. A criança sabe que se não comer, obterá o que quer.

Às vezes, a inapetência fisiológica ou normal, se estabelece por circunstância do contexto familiar, mas também, a inapetência pode ser secundária a uma patologia aguda.

São freqüentes as consultas relacionadas a falta de apetite quando a criança padece de um transtorno respiratório ou gastrointestinal. Tanto as crianças como os adultos, ficam inapetentes quando doentes, e isto é normal.

Alimentos e afetos

A relação da família com a criança através da comida tem uma grande importância, mas deve-se tentar que esta não se torne super dimensionada, para que a necessidade de agradar ao filho e de cuidá-lo não se estabeleça somente através da comida.

Quando a inapetência se estabelece, deve-se verificar o aumento de peso e a estatura da criança. Os médicos dispõem de tabelas de referência, segundo o sexo. Com estas informações vão avaliando o paciente. Se a criança está fora da curva de crescimento adequada, sem uma causa aparente, os especialistas avaliarão se esta inapetência é relevante em relacão à uma doença ou patologia.

O importante, segundo especialistas, é ver em que contexto está inserida a inapetência, porque as vezes está relacionada com a história familiar. Não se pode analisar somente o componente orgânico, do ponto de vista dos nutrientes que são incorporados, mas também investigar o lado familiar. Há crianças que por falta de afeto, não se alimentam.

Podem também haver outros motivos, como por exemplo, a competição com os irmãos. A inapetência surge sempre dentro de um contexto; com quem a criança se alimenta, se quando chega da escola encontra uma comida rápida preparada, ou se trata-se de uma criança que nunca realiza as refeições com a mãe e seus irmãos. Todos estes são fatores que devem ser considerados quando se está frente a uma criança inapetente.

Fonte:  Artigo escrito pela doutora Liliana Trifone, médica nutricionista do Hospital Infantil Ricardo Gutiérrez.


O Começo…

by Gisele

Gente, vou me redimir aqui sobre o post que falei sobre as datas comemorativas de outubro… Faltou o começo de tudo: O professor.

O dia do professor foi comemorado em 15 de outubro. Não poderia nunca ter deixado de homenageá-los. Parabéns à todos os professores, daqueles que formaram nossa base lá na infância àqueles que nos formaram profissionais agora adultos.

Então, vendo um vídeo postado por minha irmã, que é professora, em seu orkut, me dei conta da importância deles na infância, na formação e no desenvolvimento de quem somos.


Aleitamento Materno

by Gisele

Algumas mães se sentem inseguras ao alimentar o bebê exclusivamente pelo leite materno. O Blog maternoeinfantil separou algumas informações que podem ajudar você a se sentir mais segura.

O aleitamento materno é nutricionalmente superior, o leite materno é rico em nutrientes e fornece exatamente o que seu bebê precisa durante os 6 primeiros meses de vida, sem precisar de nenhum outro alimento.

É bacteriológicamente seguro, pois não há manipulação e consequentemente há menor risco de contaminação.

Fornece imunidade contra doenças, pois possui anticorpos impressindíveis para o bebê.

Previne a alergia alimentar, pois o bebê pode apresentar alergia a nutrientes ou particulas presentes em outros alimentos. O sistema gastrointestinal do bebê ainda não se desenvolveu o suficiente para se proteger destas partículas.

Garante o desenvolvimento dos maxilares. A sucção é muito importante para esta etapa do desenvolvimento e futuramente dos dentes e dos ossos.

O aleitamento materno promove o vínculo mãe/filho, por isso o quão precoce a mãe puder amamentar seu filho mais importante será para o desenvolvimento deste vínculo.

Além de benéfico para o bebê ainda há muitas vantagens para a mamãe, pois diminui a incidência de câncer de mama, promove o retorno ao corpo de antes da gestação e é importante para involução uterina.


Zilda Arns

by Gisele

foto: redetv

Não sei se vocês já ouviram falar de Zilda Arns. Mas eu não poderia deixar de falar dela aqui neste blog, que é de um tema tão intimamente ligado à ela e ao seu trabalho. Como falar de nutrição materno e infantil sem fazer-lhe uma justa homenagem?

Conheça Zilda Arns…

“Aliando experiência, bom senso e fórmulas simples, Zilda Arns Neumann, médica pediatra e sanitarista, planejou a atuação da Pastoral da Criança para vencer a mortalidade e a desnutrição infantil, e promoveu uma revolução na saúde pública do brasil.

Ela Nasceu em 1934, em Forquilhinha, Santa Catarina, Irmã de Dom Paulo Evaristo Arns, cardeal arcebispo emérito de São Paulo, e de Dom Crisóstomo, formou-se em medicina em 1955 e começou a trabalhar como pediatra do Hospital de Crianças Cezar Pernetta, de curitiba, onde permaneceu até 1964. Quando ficou viúva, montou um consultório nos fundos de casa, para não se afastar dos 5 filhos. Foi diretora do departamento de Saúde Materno e Infantil do governo do Paraná, iniciando programas bem-sucedidos, como o de Aleitamento Materno.

Em 1982, Dom Paulo voltou de uma reunião em genebra convencido de que a Igreja poderia ajudar a salvar vidas de crianças por meio da reidratação oral, e convidou Zilda a participar do projeto, que teria apoio da Unicef. Ela iniciou o programa no Paraná e em Florianópolis, onde o índice de mortalidade infantil era de 127 óbitos por mil nascidos. Nas comunidades, eram identificados líderes locais que escolhiam coordenadoras das suas respectivas comunidades para que estas passassem às mães as informações sobre higiene e nutrição. Um ano depois, o índice caiu para 27 óbitos por mil. Para reverter a desnutrição, as famílias aprenderam a utilizar a multimistura, farinha altamente nutritiva feita com farelos de trigo ou arroz, pó de casca de ovo e outros ingredientes. Em seguida, a pastoral passou a enviar mensagens de incentivo ou alerta, de acordo com os resultados alcançados. O sucesso da experiência é comprovado pela redução da desnutrição e mortalidade infantil nas comunidades onde a pastoral atua.

Os principais instrumentos de trabalho são as visitas mensais  à famílias carentes, o Dia do peso e as reuniões nas comunidades.

Além de Coordenar a Pastoral da Criança, Zilda Arns representou a CNBB no Conselho Nacional de Saúde, integrou o Conselho da Comunidade Solidária e coordenou a Comissão Intersetorial de Saúde do Índio. Recebeu mensão honrosa de Direitos humanos e foi escolhida pela Unicef como personalidade brasileira em prol da criança. Em 2001 foi indicada ao Prêmio Nobel da Paz”.

A Dra. Zilda Arns faleceu em 12 de janeiro de 2010 em Porto príncipe – Cuba, vítima de um terremoto.

Fonte: Gente de Fibra – Ano 2003


Bem vindos ao Blog maternoeinfantil!

by Gisele

Este blog foi pensado com muito carinho e amor, pois traz informações e emoções do mundo encantado das mamães e seus filhos. Queria poder contribuir com informações que ajudassem as mamães em seus momentos de insegurança e aflições. Como sou nutricionista minha vontade era contribuir para que as mamães ficassem tranquilas ao alimentar e lidar com situações do cotidiano de seus filhos, mas como não falar dos demais vínculos? Afinal esse mundo mágico é cheio de conexões. Então, aqui está um blog novinho passeando pelo mundo encantado materno e infantil. Bem vindos! Espero que gostem…